31 de maio de 2017

A política no Brasil… Se Michel Temer cair, como fica?

Olá pessoas, como estão?

O Podástico publicou recentemente o seu programa 13. E neste programa, o assunto não poderia ser diferente… o rebuliço político no Brasil!

programa13

O cenário político do Brasil está caótico. Aparentemente, não há uma classe política realmente representativa do povo brasileiro. Cada um (seja político ou partido) busca sua salvação e a mitigação dos danos causados pelas delações premiadas e acordos de leniência.

E se o presidente Temer cair? Como ficamos? Devemos pensar em eleições diretas, indiretas? A legislação está adequada para este momento tão conturbado?

Carlos Aros, Miguel Forlin e Ricardo Marques discutem todos estes pontos neste programa recheado de polêmica.

Por falar em polêmica, mais uma vez anuncia-se o fim trágico do Windows Phone? Não é um mi-mi-mi, mas como fica o cenário? Uma rápida análise você tem neste programa também.

Este é o Podástico… um podcast diferente que fala sobre tudo, discute o nada e chega a conclusão alguma. Venham se divertir com a gente!

E em breve vem mais por aí, envie sua sugestão, elogio ou crítica e acompanhe o podástico nas redes sociais (twitter.com/podastico e facebook.com/podastico). Quer sugerir um tema? Conta pra gente!

Um Blog (Vlog?) Qualquer #16: Organizando o canal

Olá pessoas, como estão?

Publiquei no canal um novo vídeo. O Vlog contou com a participação especial do Mike (e também dos cachorros do vizinho que não param de latir sempre que vou gravar…)

Neste vídeo comentei sobre as atividades do site… Teve bastante coisa:

E o vídeo está aqui:

30 de maio de 2017

Abrindo Boosters: Amonkhet #3

Olá pessoas. Como estão?

Este é o terceiro vídeo com boosters de Amonkhet. Seriam mais 4 boosters, para vocês…

Seriam?

É.. seriam… porque eu acabei abrindo somente 3 boosters neste vídeo. Por alguma razão, eu me confundi e deixei de lado o quarto booster. Seja como for, o próximo vídeo terá a abertura de 5 boosters.

Pois é… fiz bobagem. Mas só percebi no momento da edição.

Vamos ao vídeo?

Resultados? Nestes boosters, nada de muito valioso… Harsh Mentor e Aven Mindcensor são as cartas mais valorizadas. Mas elas não estão tão valorizadas assim…

E considerando a cotação da Liga Magic, temos o seguinte:

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E no acumulado, temos…

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Faltam apenas cinco boosters… será que teremos uma virada neste prejuízo? Até o próximo vídeo!

26 de maio de 2017

Abrindo Boosters: Amonkhet #2

Olá pessoas, como estão?

No segundo vídeo com abertura de boosters da nova coleção de Amonkhet, temos mais 4 boosters. Considerando a cotação “menor preço” do site Liga Magic, estamos com algum prejuízo (levando em conta o preço individual do booster). Será que nesta segunda rodada teremos cartas que reverterão o cenário?

Estes boosters foram obtidos na abertura da Bundle Pack da coleção. Se você ainda não viu o meu review sobre o lançamento de Amonkhet, clique neste link para ler a resenha e conferir o vídeo.

Vamos então ao vídeo…

E após a abertura dos boosters, temos o seguinte:

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O terreno Irrigated Farmland foi uma boa carta, mas insuficiente para reverter o prejuízo do momento. Considerando a cotação do Liga Magic, temos o seguinte:

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No acumulado de oito boosters, temos:

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Ainda faltam 8 boosters. Vamos torcer para vir algo bom por aí. Até o próximo vídeo!

25 de maio de 2017

Hater… você ainda terá um.

Olá pessoas, como estão?

O Podástico publicou recentemente o seu programa 12 e este programa traz dois temas bem interessantes (e polêmicos): as parcerias entre gestão pública e iniciativa privada e a questão dos haters que acompanham o trabalho dos produtores de conteúdo.

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No primeiro tema, há a questão: temos aí um bate-boca nas redes sociais de empresas que se aproximam da gestão pública (temos como exemplo, a aproximação com a gestão do prefeito de São Paulo, João Dória) e muita gente vem dizendo que isto é marketing oportunista e que não temos muita transparências nestas relações.

A discussão gira em torno da questão ética e também da necessidade de regulamentação eficaz em todo este processo.

O segundo tema também pode ser visto como a estreia do Miguel Forlin nos mimimi’s do programa. Recentemente, ele publicou uma crítica sobre o filme “A Autópsia”. Como é tradicional, o Miguel fez a divulgação do seu trabalho através de suas redes sociais.

Qual não foi a surpresa, quando o Miguel recebeu uma crítica negativa. Mas não negativa em conteúdo… negativa em qualidade. Foi uma crítica desrespeitosa, tendenciosa e até mesmo ofensiva.

O fato é que isto gerou um entrevero entre as partes. Seja como for, fizemos um debate sobre como nós – que produzimos conteúdo – devemos nos comportar diante da crítica nociva promovida por haters.

Enfim… duas discussões bem bacanas!

Este é o Podástico… um podcast diferente que fala sobre tudo, discute o nada e chega a conclusão alguma. Venham se divertir com a gente!

E em breve vem mais por aí, envie sua sugestão, elogio ou crítica e acompanhe o podástico nas redes sociais (twitter.com/podastico e facebook.com/podastico). Quer sugerir um tema? Conta pra gente!

24 de maio de 2017

Abrindo Boosters: Amonkhet #1

Olá pessoas, como estão?

Dando início à nossa abertura de boosters da coleção de Amonkhet, temos um vídeo com 4 boosters da nova coleção. Como esperado, os planeswalkers são nosso objeto de desejo. Os deuses e terrenos também seriam aquisições bem interessantes.

Estes boosters foram obtidos na abertura da Bundle Pack da coleção. Se você ainda não viu o meu review sobre o lançamento de Amonkhet, clique neste link para ler a resenha e conferir o vídeo.

Então, vamos ao vídeo?

Abrindo boosters: Amonkhet #1

Bom… após a abertura dos boosters, temos o seguinte:

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Após a abertura, temos aí a carta As Foretold (Como predito) como a boa carta desta série. Um encantamento promissor que com certeza jogará em listas de Standard, bem como em listas de Modern.

A carta Dusk também foi uma boa sacada. Ela com certeza vai fazer sucesso no meu deck Commander.

Lucro ou prejuízo?

Considerando a cotação “menor preço” do site Liga Magic em 23/05/2017, temos o seguinte:

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Não considerei no cálculo as cartas foil, nem os eventuais terrenos full art que tirei. Até o momento, estamos no prejuízo…

Vamos torcer para uma melhora nos próximos boosters. Até mais!

23 de maio de 2017

Macarronada com sangue

Era um tempo fervente, como ferventes são todos os tempos, a depender de nossa disposição para o fogo. Estávamos em 1990. O muro de Berlim caíra não fazia um ano, era difícil entender o mundo, ainda mais para um bando de adolescentes. Collor acabava de sequestrar o dinheiro da poupança dos brasileiros sob a justificativa de “enxugar a liquidez”. Já discutíamos economia e política animadamente – não nos restava muita alternativa. A Copa do Mundo na Itália teve uma participação vergonhosa da seleção brasileira, então tricampeã e Ayrton Senna seria bicampeão de um jeito meio esquisito em cima de Alain Prost no Japão.

Meses antes, em 89, o Legião Urbana lançava “As Quatro Estações” – mas o que tocava 700 vezes por dia era um troço chamado “It must have been love” de uma dupla sueca de nome Roxette. No começo do ano a TV Manchete emplacava a novela Pantanal, e o Hollywood Rock (patrocinado pela marca de cigarro, sim podia) era aberto por... Gilberto Gil. O filme vencedor do Oscar foi “Conduzindo Miss Daisy” (uma desgraça), mas o que todos víamos e comentávamos era “Sociedade dos Poetas Mortos” (outra desgraça, mas eu fingia que gostava), sem contar o arrasa-quarteirão “Ghost- do outro lado da vida” (sem comentários).

A parte boa é que Ribeirão ainda tinha um monte de cinemas de rua – havia uma ou duas salas no shopping, mas o shopping ficava na saída para Bonfim Paulista (ainda fica), e era tão longe que a gente tinha a impressão de que ficava em Bonfim mesmo.

No colégio surgiu a oportunidade para compor a chapa do Grêmio. Lá fomos nós. Vencemos a eleição e tentávamos antes de mais nada fazer parte do cotidiano dos colegas. Um dos colegas de chapa era um amigo que se dizia trotskista. Eu não sabia o que era um trotskista até conhecê-lo. Aliás foi nessa época que descobri que nasci reacionário – pelo menos era o que diziam pra mim, em tom de troça.

Este amigo (vamos nomeá-lo assim) gostava de me chamar de Duce. Já naquela época quem destoasse do tom esquerdista era um fascista, mas se levava na brincadeira. Só ele chamava tanto que uma vez eu tive que pedir para que o fizesse apenas em particular, porque estava começando a “pegar mal”.

Para piorar, aquele ano marcou o centenário do nascimento de Oswald de Andrade. Tivemos que fazer alguns trabalhos sobre ele, e numa dessas topamos com um livro chamado “Dicionário de Bolso”. Nele havia definições dadas por Oswald a vários conceitos e pessoas, colocados como verbetes. Lá se lia por exemplo que Marx era a “esquina da História”, Ignácio de Loyola era a “má-companhia de Jesus” e Mussolini era “macarronada com sangue”. Claro que meu Amigo alternava o “Duce” com o “Macarronada com sangue” para se dirigir a mim, ainda que respeitando o combinado de me chamar pelo nome diante de mais gente. Eu tinha pouco a contrapor. Ainda não sabia o que eram o Gulags, nem o Holodomor – e seria especialmente ofensivo a ele se o chamasse destes palavrões, porque por extensão o estaria chamando de stalinista.

Mas era tudo muito amistoso, a gente se sentia “mó cabeça” falando daquelas coisas e no final tudo acabava em sorvete no Jô…

Uma sexta-feira, ele me chega no colégio acompanhado um rapaz bem mais velho – que devia ter seus 20 anos, o que o fazia realmente bem mais velho. Ele me foi apresentado como representante local da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e logo ofereceu uma ficha de filiação à UBES. Por aquela filiação o Grêmio teria direito a participar das discussões e até a indicar delegados para eleição.

Perguntei se teria alguma contrapartida. Ele riu e disse:

- Seu amigo bem que me falou que você era direto!

Devolvi:

- Ele não te disse que eu era fascista?

Juro, o sujeito empalideceu com a forma natural com que eu falei. Foi divertidíssimo.

Ele se recompôs e anunciou a contrapartida:

- Bom, aí vocês se filiando, a gente iria trazer algumas discussões aqui para o colégio.

Meu tom de voz ficou bem mais seco:

- Que discussões?

- Ah... discussões, sobre temas nacionais, regionais...

Eu insisti:

- Do tipo?

- Olha, por exemplo, a privatização da Usiminas…

- Quê que tem? – Retruquei.

- Tá para acontecer né? – Ele emendou.

- Mas o que tem isso a ver com a gente?

Ele riu. Eu fiquei mais sério. Meu Amigo atalhou a conversa:

- Olha, nós estamos saindo agora para tomar uma cerveja, vamos?

Fui enfático…

- Não.

O moço da UBES me estendeu a mão de forma muito simpática, dizendo:

- Pensa bem, tá companheiro?

Eu só disse “Companheiro?” Ao que meu Amigo o puxou e saíram dali a passos mais rápidos.

Passou-se o fim de semana e na segunda-feira meu amigo me achou no pátio:

- Vacilo, em Macarronada? O cara veio aqui, na boa vontade.

Fiquei bravo, de verdade:

- Vacilo foi ele ter vindo. E que mané boa vontade? Ele quer é vender o peixe dele. Já é difícil convencer essa turma aqui a prestar atenção na gente, agora imagina a gente andando com esse comuna? E que porra foi aquela da Usiminas?

- Ah, então você quer o Grêmio alienado?

- Nunca. Mas nossa pauta é outra. Vestibular, escolha de carreira, universidade, cultura. Tem muita coisa para fazer. A UBES não tem nada que entrar aqui.

- Tá bom. Mas eu vou levar para a reunião e a gente vota. Você é o presidente, mas não é o dono do Grêmio.

- Beleza!

Ele estendeu a mão e me tratou friamente até a reunião. Não foi difícil lidar com ele, pois nossa convivência girava em torno do Grêmio. Ele não era um amigo de fé. Na reunião os outros membros da chapa só faltaram querer bater nele. Nem precisei falar muito.

Algumas semanas depois, acho até que um, dois meses depois, ele trouxe o raio da UBES de novo para pauta da reunião. Ante os muxoxos de toda a diretoria ele acalmou a todos. Disse que estava para ser votado no Congresso um projeto que previa a cobrança de mensalidades nas Universidades Federais. E lançou que o Grêmio deveria se posicionar quanto à questão. Concordamos.

Então ele arrematou que a UBES poderia ceder um carro de som e poderíamos fazer uma passeata contra o projeto. Imaginem a acalorada discussão, o berreiro, os perdigotos, os braços agitados, as quase saídas-no-tapa até que decidimos aceitar a ajuda da UBES. Mas, frisamos bem, nos nossos termos. Meu Amigo se comprometeu a marcar um encontro com o pessoal da UBES para acertarmos o “evento” – ao que ele crispou:

- Mas não vai ser um evento, tem dó. Vai ser uma mobilização

- Então tá. Mobilização.  

Na reunião veio o sujeito da Usiminas acompanhado de outro mais velho ainda e que também se dizia estudante secundarista. Camisa social, colete, barba e cabelos longos, bolsa masculina a tiracolo. O cidadão era a cara do Patropi, mas guardei para mim essa impressão.

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Começaram a falar, e, Jesus, como falavam. Propuseram o horário, o itinerário, a ordem dos discursos, sempre arrematando com “claro, se vocês concordarem.” Ao final pude ter a chance de falar:

- Olha, eu concordo com tudo isso aí. Mas acertamos em reunião que o even... a mobilização teria que ser segundo nossos termos.

O Patropi perguntou meio ríspido:

- E quais seriam?

- Sem partido aqui dentro. Nem lá fora quando sairmos. Sem bandeira. Nenhuma bandeira. Se tiver bandeira ninguém faz nada. E sem grito de ordem relativo a o que quer que seja que não estiver na pauta da mobilização.

E aí, o Patropi se entregou…

- Então que porra a gente vem fazer aqui?

- Vocês virão ajudar a mobilizar nossos colegas. Nada impede que vocês falem com eles em particular durante a passeata. Mas não no microfone, e sem bandeiras.

O clima não ficou exatamente ótimo, mas eu já esperava que fosse assim…

No dia da mobilização, um trio-elétrico estacionou na frente do colégio. Tocava Zé Geraldo (“tá vendo aquele edifício, moço?”). Eu tinha uma fita cassete na mochila com rock nacional num lado e no outro eu não lembrava o que era. Mandei tirar o Zé Geraldo por razões óbvias e entreguei minha fita.

Era Supertramp do outro lado. Patropi ensaiou me bater – e estes ensaios se repetiriam ao longo daquela manhã:

- Meu!!! Você tira um hino para por essa merda?

- Calma, do outro lado tem Legião e Raul, vou pedir para virar.

E virou-se a fita…

Quando todos estavam na rua, fui o primeiro a falar e discorri burocraticamente sobre o projeto, o número do projeto, o deputado que propôs o projeto, o partido e o estado do deputado que propôs o projeto, em suma, eu estava sendo um chato.

Quando vi que não ia dar liga, passei a palavra para o moço da Usiminas. Anunciei o sujeito como representante da UBES. Ele me lançou um olhar contente, me abraçou e começou…

- Obrigado, Companheiro! Hoje a história está nas nossas mãos! Aê galeeera!! Vocês querem pagar faculdade?

Eu temi que ninguém respondesse, mas qual... foi um berro em uníssono “Nããão!!”

Ele se inflamou:

- Vo-cês que-rem pa-gar fa-cul-da-de?? Quem não quer grita bem altôôô!!! “Nããããooo!!!”

Era demais pra mim. Bati no ombro do meu Amigo e disse-lhe no ouvido:

- Toca você… eu vou lá pra trás.

E fui indo, mas ele me segurou pelo ombro e me puxou num abraço:

- Obrigado, cara!

Fiquei lá atrás, perto da mesa de som. Perguntei ao técnico como fazia para desligar o microfone, ele explicou mas eu não ouvia nada. Gritei no ouvido dele:

- Vamos combinar um sinal para quando eu precisar que você desligue o microfone?

Ele fez que sim com a cabeça e fez um gesto passando a ponta dos dedos da mão pela frente do pescoço, como se estivesse cortando. Demos uma gargalhada e estávamos combinados.

O trio começou a andar. Estava bonito lá embaixo. Sem bandeiras, só as cartolinas feitas pelos alunos.macarronadaAchei que tudo ia transcorrer bem quando Patropi puxa o coro:

- Um dois três, quatro cinco mil! E viva o movimento operário-estudantil!!

Antes que ele emendasse uma segunda vez, fiz o sinal de “corta!” para o técnico de som que prontamente desligou o microfone. Todos olharam para trás e deram com meu olhar de ódio, braços cruzados e sinal de negativo com a cabeça. Pedi por mímica que religasse o microfone e que eles se contivessem.

Lá pelas tantas alguém me avisa que um deputado estadual que tinha sua base na cidade queria subir no trio. Pedi que providenciassem a subida. O sujeito, cujo nome eu esqueci – queiram me desculpar – foi ovacionado como um astro. Todos no trio o olhavam embevecidos, menos meu Amigo trotskista que me lançava um olhar suplicante, temeroso que estava que eu desligasse o microfone na fala do deputado. Ele realmente levou todos ao delírio e confesso que me emocionei ao vê-lo.

Ficou um pouco lá na frente, acompanhando os gritos de ordem, puxando outros, depois veio para o meu lado, já prestes a ir embora. Estávamos já no final, chegando na Praça XV (ainda não tinha o calçadão). Foi quando se aproximou do trio um grupo de rapazes com uma roupa que parecia um traje do Império. Viam-se com eles enormes bandeiras, três, cada uma trazendo uma palavra: Tradição, Família e Propriedade. O líder subiu ao trio e me perguntou se podia fazer uso da palavra. Antes que eu respondesse, vi Patropi vindo colérico lá da frente e confesso ter sentido medo – não de apanhar, mas dele ter um troço.

Ele brandia o indicador no meu rosto gritando:

- Não é pra ter bandeira! O combinado é não ter bandeira, caralho!

O deputado conseguiu acalmá-lo e ele voltou para frente. Eu disse para o líder dos fardados, gritando no seu ouvido:

- Olha só... a gente combinou que ninguém traria bandeira. Você pode pedir aos seus colegas para baixarem as bandeiras, por favor?

Ele arregalou os olhos e me disse em tom professoral:

- Não são bandeiras. São estandartes!

Eu continuei…

- Beleza, fera, dá pra pedir para baixarem os estandartes?

Ele assim o fez. Apontei meu amigo trotskista e disse ao fardado que se identificasse para ele. A gente não sabia direito o que era a TFP, mas os companheiros da UBES sabiam e ficaram furibundos e acho que só não chegaram às vias de fato com o fardado porque viram que o deputado morria de rir do meu lado –  ele ficou vermelho de tanto rir.

Bem, o moço da TFP se posicionou contra o projeto,  arrancando aplausos e gritos de “lindo!”. Nessa hora já estávamos em frente ao Pinguim. O deputado me deu um cartão e desceu do trio. Chamaram uma menina do cursinho que era vocalista de uma banda para puxar o hino nacional, que marcaria o fim do evento.

Dei-me por satisfeito e fiz um sinal para meu amigo que iria embora. Dei um pulo para fora do trio e fui andando para casa. Nunca mais veria aqueles companheiros da UBES. Meu Amigo passou em economia em São Paulo e nunca mais o encontrei, nem no Facebook, assim como nunca mais vi minha fita com o Supertramp em um dos lados. Fui embora leve, sabendo que tinha sido uma manhã inesquecível.

Ah, lembrei o nome do deputado… Ele se chamava Antonio Palocci.

21 de maio de 2017

Os filmes que vi: Hacksaw Ridge

Olá pessoas, como estão?

Voltando com os textos da série “Os filmes que vi”, trago a vocês hoje minhas impressões sobre um filme relativamente recente que concorreu ao Oscar 2017 e em minha opinião é um dos grandes filmes realizados por Mel Gibson… Hacksaw Ridge.

Para variar, com a velha mania brasileira de criar títulos estrambóticos, o filme ganhou o título de “Até o último Homem”. Seja como for, é um filme sensível, bonito, bem realizado que trouxe algumas coisas para mim.

Independentemente de qualquer opinião de crítico de cinema… achei um bom filme e eu o assistir por duas vezes. Lindo…

File:Hacksaw Ridge poster.png

A história

O filme conta a história de Desmond Doss (Andrew Garfield), um americano do estado da Virgínia que se alistou para o serviço militar durante o período da 2ª Guerra Mundial, mas com um detalhe inusitado: Doss era adventista do sétimo dia e além disso um Objetor de Consciência e como tal, recusou-se a pegar em qualquer tipo de arma.

Diante de sua recusa durante seu treinamento militar, Doss enfrentou o preconceitos de seus companheiros de quartel, seus superiores e somente a muito custo, quase após enfrentar uma corte marcial, pode finalmente servir como médico de combate.

O filme em si é contado em três atos… a primeira parte mostra Doss em sua infância complicada, onde era um menino agressivo que quase chegou a matar seu próprio irmão durante uma briga. Soma-se a isso, seu pai, que após servir na 1ª Guerra Mundial onde perdeu muitos amigos, tornou-se uma pessoa amarga, agressiva e com problemas de alcoolismo.

Este primeiro ato segue até o momento em que no início da vida adulta ele conhece sua futura esposa. E até este momento do filme constrói-se o perfil humanista do protagonista.

A segunda parte do filme mostra Doss em sua luta durante seu treinamento militar para conseguir reconhecimento pelas suas crenças de modo que ele possa servir como médico de combate para ajudar os soldados.

Por fim, a terceira e mais empolgante parte do filme mostra Doss já como um médico de combate durante a batalha de Okinawa durantes as operações pela invasão e conquista da Maeda Escarpment (a Hacksaw Ridge que dá título ao filme). Após serem surpreendidos por um contra-ataque nipônico e sofrerem pesadas baixas, Doss se vê no alto da escarpa sozinho e com um dever a cumprir… resgatar os homens feridos que foram deixados, sem uma única arma para se defender.

O que o filme me trouxe?

Em alguns momentos, lágrimas… A perseverança de Doss em manter-se firme em seu propósito de tornar-se um médico de combate para ajudar soldados feridos, mesmo após ser preso, sofrer agressões e ameaças é louvável.

A postura de Desmond Doss diante de todas as adversidades demonstrou claramente que você conquista o respeito das pessoas quando você respeita a si mesmo e suas crenças.

É claro que o roteiro do filme fez uso de algumas licenças poéticas de modo a trazer algum brilhantismo para a história. Mas é fato que na vida real, Desmond Doss salvou a vida de 75 soldados, há registros de que ele inclusive ajudou soldados inimigos. Ele foi um herói. E o único objetor de consciência a receber uma medalha de honra por bravura durante a 2ª Guerra.

Curiosidades

Apesar de muitos elementos fiéis a história de Desmond Doss, algumas situações são ficcionais e serviram apenas para enriquecer a trama.

  • Sua esposa Dorothy (Teresa Palmer) só se tornou enfermeira após Doss retornar da guerra. No filme, quando ele a conhece, ela já é enfermeira formada e trabalha em um hospital.
  • Doss não foi preso no dia do seu casamento ao contrário do que conta o filme.
  • Doss também participou em outras batalhas antes da batalha retratada no filme (Batalha de Guam e Batalha de Leyte). Além disso, o filme dá a impressão de que ele fez tudo em um único dia… Na verdade, consta que ele fez os resgates ao longo de quase três semanas.
  • Não há um consenso sobre o número de pessoas que Doss salvou em combate. Ele alegava (faleceu em 2003) que foram 50; testemunhas dizem que foram mais de 100… Um acordo mútuo definiu que ele salvou cerca de 75 pessoas.
  • Alguns fatos reais foram omitidos pois pareceriam muito inverossímeis no filme:
    • Durante suas operações de resgate, Doss foi ferido no ombro por um tiro de fuzil
    • Por duas vezes, Doss ficou sob a mira de atiradores japoneses, mas as armas falharam ao disparar (não sei se posso acreditar muito nesta aqui… mas…)
  • O filme foi indicado a várias categorias do Oscar, incluindo melhor direção (Mel Gibson), melhor filme e melhor ator (Andrew Garfield)

Ficha Técnica

Até o último homem
Hacksaw Ridge

Estados Unidos & Australia, 2016, 139 minutos
Drama de guerra biográfico

Direção: Mel Gibson
Produção: Bill Mechanic, David Permut, Terry Benedict, Paul Currie, Bruce Davey, Brian Oliver e William D. Johnson
Roteiro: Robert Schenkkan e Andrew Knight

Elenco: Andrew Garfield, Sam Worthington, Luke Bracey, Teresa Palmer, Vince Vaughn

Trailer

Até o último homem

18 de maio de 2017

O Brasil precisa de uma classe política de verdade

Olá pessoas, como estão?

Muita informação nos últimos dois dias… muita coisa acontecendo. Mas pelo menos para mim, uma coisa fica bem clara: a classe política brasileira está esfacelada. Não representa o povo em nenhum aspecto e está atirando o país para uma crise constitucional que terá graves consequências.

Resultado de imagem para Michel Temer

Os principais fatos desta crise, são:

  1. O jornal “O Globo” revela que em delação premiada, o dono da JBS – Joesley Baptista – afirma que teve o aval de Michel Temer para comprar o silêncio do Deputado Federal Eduardo Cunha;
  2. O intermediário de Temer para as relações com o frigorifico é o Deputado Rodrigo Loures. Em conversa com o dono da JBS foi oferecida uma propina de 5%;
  3. Além disso, teria sido acordado um pagamento SEMANAL de R$ 500 mil durante 20 anos. Isto resultaria em um montante de R$ 480 milhões;
  4. Sacramentada a propina ou não, o fato é que o Deputado Loures foi filmado recebendo uma mala com – olha que curioso – R$ 500 mil, enviados por Joesley;
  5. Além disso, na mesma delação, Joesley afirma que tem uma gravação onde o Senador Aécio Neves aparece pedindo ao empresário a quantia de R$ 2 milhões em razão da necessidade de custear sua defesa nas ações da Operação Lava-jato;
  6. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio (Frederico Pacheco de Medeiros) por um diretor da JBS (Ricardo Saud). Foram 4 remessas de R$ 500 mil, sendo que um dos pagamentos foi filmado pela Polícia Federal;
  7. Ainda sobrou para o ex-ministro da fazenda Guido Mantega… segundo a delação de Joesley, este era o contato com o PT e de quebra resolvia as pendências do frigorífico junto ao BNDES.

Então, vejamos… o atual presidente e o potencial candidato do PSDB ao cargo nas próximas eleições estão na berlinda. Olhando em retrospectiva, ninguém se salva nesta história: Lula, Dilma, Cunha, Aécio, Collor, potencialmente o Alckmin, Fernando Henrique Cardosos, Pallocci, Dirceu, Genoíno, entre tantos outros nomes que fazem parte do noticiário político há anos.

Interessante perceber que durante o dia de hoje houve um lobby velado para que Temer apresentasse sua renúncia. Mas não… em pronunciamento à nação ele deixou claro que não irá renunciar.

Ueslei Marcelino/Reuters

Creio que neste momento isso seria pior, pois apesar de existir previsão constitucional para a vacância dos cargos de presidente e vice, muita gente está questionando o processo. E isto poderia nos arrastar para uma instabilidade política que sufocaria qualquer retomada econômica.

E aí o buraco seria bem mais embaixo…

O lulopetismo deve estar esperando a vingança… estão aguardando o momento certo de partirem para cima de todos aqueles que afastaram a turma do Lula do poder. Ou estão com medo, do que ainda pode vir à público…

De certa forma, os não arrebanhados devem estar na mesma expectativa. É uma forma deles se apresentarem como “a nova via”, “o caminho limpo” ou qualquer outra frase de efeito que seja aplicável ao momento. Talvez o termo “oportunista” se aplique melhor a esse pessoal.

Vamos deixar claro que – neste momento – não vejo lado certo ou errado… Todos os indícios e provas obtidas nas várias investigações existentes mostram que o povo do Lula formou um grande sindicato da corrupção… Da mesma forma, muita coisa, mostra que a atual situação (PMDB, PSDB, etc… etc…) também tem muita culpa no cartório.

E essa história de presunção de inocência até a prova da culpa… faça-me o favor. Foi ridículo ver o Lula jogar nas costas de Dona Marisa a responsabilidade parcial pela história do triplex. É um absurdo o que aconteceu com o Eduardo Cunha que se colocou na posição de um senhor feudal negociando sua imunidade com a máxima “se eu cair, todos caem”.

Também é desastrosa a ideia que Temer e o PMDB vendem que seu governo é legítimo. Não é… Só estão lá porque o restante do governo foi impedido. Mas eles eram igualmente governo na época de Dona Dilma. Com isso, em minha opinião o PMDB só reforça sua situação de partido de conveniências… Ali, não existe ideologia política. Existe combinados políticos. Existe acordos de conveniência, tão e somente…

Não importa qual sua ideologia política, não importa se você é tucano, lulopetista ou ainda um descamisado sem causa… o episódio deixa claro que não temos representantes legítimos dos interesses do povo. Neste momento, não tem ninguém por lá interessado em trazer soluções para o Brasil em questões importantes como saúde, educação, habitação, emprego.

Não temos políticos sérios. Não temos partidos sérios.

Não dá para defender o indefensável…  o Brasil é um país politicamente imaturo, corrupto, apegado às tradições políticas coronelistas onde nomes de políticos são importantes, e não as doutrinas partidárias…

Acho que o Temer escapa… porque ele sabe ser um tremendo negociador (no melhor estilo do partido dele), o judiciário é moroso e infelizmente está atrelado a algumas decisões políticas. Então é provável que ele consiga postergar ações e julgamentos até o fim de seu mandato de brincadeira.

O problema é o que virá depois… da última vez que vi algo parecido, vi um rapaz das Alagoas que se intitulava “Caçador de Marajás”. Ele veio, viu e venceu, tornando-se presidente da república com uma ascensão política meteórica. E depois de algum tempo, mostrou que o Brasil em termos políticos, não avançara nem um milímetro.

E aí, veio o primeiro impeachment… e um tal de Itamar.

Mas esta é outra história…

17 de maio de 2017

Amonkhet, a nova coleção de Magic: The Gathering

Olá pessoas, como estão?

No final do mês de Abril, a Wizards lançou sua nova coleção, estreando um novo bloco. Amonkhet é o primeiro set deste bloco e traz os sentinelas em direção ao plano comandado por ninguém menos que Nicol Bolas.

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O plano de Amonkhet faz muitas referências ao Egito Antigo, o que me leva a uma comparação com os planos de Theros (Grécia Antiga) e Kamigawa (Japão Feudal).

Fiz um vídeo no canal, comentando sobre o novo lançamento. Para esta semana também teremos algumas aberturas de boosters desta nova coleção. Assistam o vídeo porque eu tentei algumas novas técnicas de edição e espero que tenha agradado à audiência.

Análise do set “Amonkhet”

Apesar destas informações constarem no vídeo, acho legal registrar aqui o que temos de novidade nesta edição:

Sobre a coleção

  • Nome da coleção: Amonkhet
  • Bloco: Coleção 1 de 2 no bloco de Amonkhet
  • Número de cartas: 264
  • Eventos de Pré-lançamento: 22 e 23 de abril, 2017
  • Lançamento: 28 de abril, 2017
  • Game Day: 20 e 21 maio, 2017
  • Lançamento no MOL: 24 abril, 2017
  • Codificação oficial: AKH
  • Hashtag para redes sociais: #MTGAKH
  • Idiomas disponíveis: Inglês, Chinês, (simplificado e tradicional), Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano, Português (Brasil) e Russo

Fonte: http://magic.wizards.com/en/products/amonkhet/products

As novas mecânicas

  • Embalm (Embalsamar):esta habilidade permite trazer criaturas do cemitério transformadas em zumbis. O divertido é que agora temos zumbis brancos (múmias) no jogo.

Gato Sagrado

  • Exert (Exaurir): Algumas criaturas podem ser exauridas conforme atacam, rendendo extraordinariamente em troca de permanecerem viradas por um turno para se recuperarem.

Campeão da Safra Ahn

  • Counters –1/-1 (Marcadores –1/-1): O caminho dos dignos não perdoa. Procure cards que enfraqueçam as forças de seu oponente com marcadores -1/-1 para lhe dar uma vantagem no campo de batalha.

Múmia Pustulenta

  • Cycling (Reciclar): Ok… não é nova. Mas ela voltou para esta coleção. Prepare-se para qualquer situação com esta habilidade (bom… isso é o que diz o site da Wizards). Descarte um card com reciclar e compre outro, deixando você mais perto de suas bombas para vencer o jogo.

Julgar Digno

  • Aftermath (Consequências): Os cards duplos estão de volta com esta novidade. Conjure uma metade a partir de sua mão e prossiga conjurando a outra metade a partir de seu cemitério.

Gravar (Gravar/Memória)

Os produtos selados

Não temos novos produtos, mas temos uma grande ausência: não vi em nenhum lugar que será vendida a Gift Box. Tradicionalmente, a Wizards lança a Gift Box no início de cada novo bloco. Mas isto – aparentemente não aconteceu com Amonkhet.

  • Deck Builder’s Toolkit: Mais voltada para os iniciantes que desejam começar a montar seus decks. Ela possui 125 cards semi-aleatórios, 4 boosters de coleções recentes (o que significa que não serão todos de Amonkhet), 25 terrenos básicos full-art (no vídeo informei equivocadamente que se tratava de 80 terrenos)

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  • Decks de Planeswalker: Outro produto voltado para iniciantes. No caso, temos um deck previamente montado sendo uma dos cards dedicados a um planeswalker (neste caso, Liliana e Gideon). Além disso, o deck vem acompanhado de 2 boosters da coleção para você aperfeiçoar seu deck.

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  • Bundle Pack: este é o produto selado que eu acho mais legal para quem joga e também coleciona. Primeiro, porque ele vem com um número legal de boosters (10), uma boa quantidade de terrenos (80) e a partir desta coleção, um conjunto de fichas (tokens). Segundo, porque ele tem um encarte contendo a história da coleção, bem como o fac-símile de todas as cartas que compõem a coleção. Além disso, a caixa é muito bacana e o preço é justo. Normalmente o custo dos boosters.

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  • Booster Box: aqui a conversa é para o jogador hard-core que tem condições em fazer um bom investimento e não se importa de ter um bulk de cartas repetidas. Consiste numa caixa contendo 36 boosters da coleção. Mas aumentam suas chances de conseguir bons cards.

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Novas Masterpieces?

Sim… e elas atendem pelo nome de Amonkhet Invocations. Elas trazem algumas cartas muito emblemáticas para o metagame histórico do Magic: Force of Will, Vindicator, Counterbalance, Wrath of God, Counterspell e Dark Ritual. No total, temos 30 invocations nesta coleção.

O que acho que ficou um pouco a desejar foi o frame da carta que ficou bem confuso. A fonte utilizada para o título da carta ficou muito desconexo em minha opinião… Mas… gosto é gosto.

Rotação das coleções

Com a mudança do critério de rotação por parte da Wizards, nenhum bloco cairá neste momento. Somente após o lançamento da primeira coleção do bloco seguinte. Então, ainda teremos o lançamento da coleção “Hora da Devastação” em Julho. E somente em Outubro, teremos rotação das coleções para o formato Standard.

Desta forma, permanecem válidos: Batalha por Zendikar, Juramento das Sentinelas, Sombras de Innistrad, Lua Arcana, Kaladesh, Revolta do Éter e agora, Amonkhet.

Resumo da obra

Como se vê, a coleção traz sim novos elementos, mas aproveita para recuperar antigos cards (e não estou falando das invocantions). Exemplos não faltam: Aven Mindcensor (Future Sight), Might Leap (M11), Cancel (Time Spiral), Gravedigger (Tempest), Unburden (Scourge), Fling (Stronghold) e entre outras…

Novas cartas são promissoras… temos o novo Gideon que me parece uma máquina, temos também a Nissa e a Liliana que podem ser muito fortes em certos decks. Quanto aos deuses, Rhonas parece ser o mais promissor (achei que a Oketra seria mais útil, mas sou péssimo estrategista) e uma carta que me chamou muito a atenção: Como Predito. Se ela crescer no jogo, você basicamente não precisa mais se preocupar com manas para conjuração.

Como Predito

Se o seu objetivo é diversão, não perca mais tempo… vá até uma loja, convide um amigo para jogar e vá conhecer a nova coleção. Se a grana estiver curta, você pode procurar as cartas do feirão e com uns 20 reais você consegue criar algo ao menos para se divertir.

Espero que tenham gostado do vídeo e da resenha da coleção. Optei por não comentar sobre estratégias de jogo por considerar que tem um pessoal bem mais competente para isso neste mundão da internet.

Ah… já ia me esquecendo. Teremos abertura de booster também. Serão 16 booster divididos em 4 vídeos. Então teremos algum material para sua diversão.

Acho que hoje é isto. Obrigado por prestigiar meu trabalho, conheça o canal de vídeos no YouTube clicando neste link ou então no menu superior da página. E se você gostar, assine o canal, curta os vídeos e divulguem o meu trabalho. Isso ajuda pra caramba.

Até a próxima! Um abraço!

10 de maio de 2017

A corrida pelos Nuggets

Olá pessoas, como estão?

Hoje o texto é sobre virais em redes sociais. A mais recente trata sobre a história de Carter Wilkerson, que tem apenas 16 anos, joga futebol americano e faz atletismo (corrida com barreiras); e mora em Reno, estado de Nevada (USA).

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Além disso, tem grande apreço por Nuggets e Tacos.

Lendo algumas notícias do dia, eu me deparei com a história deste rapaz… ele mandou uma mensagem pela rede social Twitter para uma rede norte-americana de Fast Food (a Wendy’s, que no Brasil conta apenas com duas lojas em São Paulo) com uma pergunta simples: quantos retuítes ele precisaria conseguir para ganhar um ano gratuito de Nuggets.

A rede de restaurantes poderia ter ignorado, poderia ter tripudiado, mas alguém do com boa visão de marketing em mídias sociais preferiu o caminho certeiro: respondeu ao jovem… 18 milhões de retuítes.

Ok… é um número grandioso e estapafúrdio. Mesmo porque, até então, a marca de mais retuítes em uma única mensagem pertencia a Ellen DeGeneres  por ocasião da selfie que ela fez na cerimônia de entrega do Oscar 2014 (e que também foi uma ação de marketing, no caso para a Samsung). Ellen tem a marca de 3,4 milhões.

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Apesar da marca absurda, Carter topou o desafio… “Considere feito!”:

E aí, o rapaz foi a luta e postou o tuíte com o apelo para a rede social… “Ajudem-me, por favor! Um homem precisa de seus nuggets”

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O fato é que a mensagem viralizou e foi compartilhados por famosos, além de empresas. Algumas até aproveitaram para lucrar em cima da história, como a United Air Lines que prometeu uma viagem gratuita a qualquer restaurante Wendy’s caso ele venha a atingir a marca estipulada.

No momento em que eu escrevo este texto, a mensagem de Carter já alcançou assombrosos 3,5 milhões de retuítes.

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A marca foi percebida pelo Twitter que congratulou o rapaz pela façanha (ele inclusive ganhou o status de conta verificada… aquele que eu já tentei e não consegui…) :

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E tudo por nuggets!!!

Bom… apesar de Carter ainda não ter alcançado a marca, ele já conseguiu o reconhecimento pela façanha. Ellen Degeneres cumprimentou (e brincou) com o rapaz e a rede Wendy’s ofereceu uma doação de US$ 100.000 para a Dave Thomas Foundation (ok… momento maldade… mantida pela própria Wendy’s) que é uma instituição sem fins-lucrativos que trata de adoção de crianças sem lar) e claro… concedeu a Carter o tão sonhado prêmio: 1 ano de nuggets gratuitos.

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E para quem pensa que ele já era uma “webcelebridade”, enganam-se… pois na data em que ele começou esta história ele tinha cerca de 1000 seguidores. Em um mês, pular de mil para cem mil, é uma façanha e tanto…

De toda esta história, fica a lição que os muitos publicitários de plantão poderiam também aprender… nem sempre uma grande campanha publicitária precisa ser milionária. Ela precisa, antes de tudo, ser simpática…

E a propósito, não… este texto não é publicidade paga. Eu sequer sabia que a Wendy’s estava no Brasil até então… Mas, fica aí a ideia. E então Wendy’s do Brasil? Não precisa ser um ano de nugget’s… Mas uma amostra deste “Baconator” de vocês já seria sensacional… he he he.

Não custa tentar, não é mesmo?

1 de maio de 2017

Este é o site “Um Blog Qualquer”!

Acredito que comecei com esta história de website lá no distante ano de 1996. Uma época em que eu era um estudante de medicina na Unicamp e entre outras atividades eu também era um estagiário (sem vínculos) no Núcleo de Informática Biomédica (NIB-UNICAMP).

Naquela época eu participava de um projeto para criação do primeiro site médico brasileiro. Era mais uma iniciativa acadêmica do que um projeto comercial. Tratava-se do Hospital Virtual Brasileiro. E – por incrível que pareça – apesar de abandonado, o site permanece no ar até hoje.

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Eu confesso que eu estava encantado com a possibilidade de criar páginas de hipertexto que seriam publicadas na internet. Eu me sentia parte de algo maior e importante. E eu inclusive tinha um e-mail… o meu primeiro e-mail: rmarques@nib.unicamp.br (esqueçam… ele não existe mais!)

Na ocasião, fiquei responsável pelo contato nas disciplinas de cirurgia vídeo-laparoscópica, anatomia e auditoria médica. Auditoria médica… eu não tinha a menor ideia do que isto significava…

Por conta desta minha participação, tive a ideia de criar uma página pessoal. Um tempo bem diferente. Hoje, criar uma página é algo trivial. E tem gente que se contenta apenas com uma página no Facebook ou manter um perfil em alguma rede social.

Mas em 1996 a coisa era um pouco mais complicada…

O começo de tudo

Seja como for, eu inicialmente usei um espaço gratuito oferecido pelo Geocities. Era um serviço muito popular na época e consistia em oferecer hospedagem gratuita onde os sites ficariam agrupados por temas, formando pequenas “cidades”. Foi um serviço tão popular que em 1999, o Yahoo! comprou toda a estrutura por cerca de US$ 4 bilhões. Curiosamente, o serviço foi perdendo popularidade e espaço, sendo descontinuado pelo Yahoo! em 2009.

Eu perdi esta página em algum disquete… até tentei localizar uma cópia no Oocities (que mantém uma cópia da página de abertura dos sites que foram hospedados no Geocities), mas sem sucesso.

Era uma página idiota… feita em html e com imagens editadas no Photoshop 2.0. e não tinha um conteúdo consistente. Admito… eu não tinha nada para colocar na página, mas o capricho de manter uma página fez com que eu criasse uma…

O primeiro conteúdo

Foi em 1998 que eu consegui colocar algum conteúdo. Na época, eu tinha um amigo (um abraço Gustavo Kawanami!) que também gostava de jogos eletrônicos. E nós compartilhávamos o interesse comum pelo jogo Fallout (sim… o próprio. Se engana quem acha que a franquia começou no Fallout 3). Resolvi fazer uma página sobre o meu gameplay no Fallout 1 (ia jogando e contando a história, criando uma narrativa para a história). Aproveitei também para falar sobre o Magic… Meu maior pecado na época era não atualizar a página constantemente.

Em 2000 eu fiz uma grande reformulação. Mudei a hospedagem para um outro provedor (o Xoom, que também foi descontinuado) e depois usei um provedor de internet de Campinas (que também já desapareceu) chamado Bestway. A capa da página aparece lá no link sobre a história do blog.

O pecado da desatualização continuava…

A página profissional

Já em São Paulo eu dividia meu tempo entre as aulas de informática que eu ministrava na SOS Computadores e minha frustrada tentativa de estudar medicina em São Paulo. Tudo dava errado, mas eu ainda tentava manter uma página.

Por volta de 2007 alguns alunos criticavam o fato de eu dar aulas sobre Web Design e não ter uma página para mostrar o meu trabalho. Fiz até a aquisição de domínio próprio (na época, o www.ricardomarques.pro.br).

Em razão do formato do site, eu fiz um espaço para publicar textos autorais. Minha ideia era fazer um miniblog dentro do site. Eu realmente achava que meu conteúdo profissional seria suficiente para justificar a existência do site.

Eu insisti na página profissional (sem nenhum retorno) até o 2012…

O blog

Na ocasião, eu já fazia muitos mais textos para o blog do que para o site. Eu até separei as coisas… fiz uma conta no Blogger para hospedar o conteúdo do blog e mantinha o domínio com o site profissional.

E aí percebi o óbvio… eu tinha um blog… e não um site. Foi nesta época que eu removi o conteúdo do site profissional e redirecionei o domínio para o blog. Mas apesar de ter um blog, eu não tinha um formato, um conteúdo específico.

Só em outubro de 2012 é que surgiu o nome “Um Blog Qualquer”. Foi graças a um texto que publiquei sobre não me importar com a quantidade de inscritos e seguidores. O nome ficou martelando na minha cabeça até que resolvi adotá-lo de forma oficial. Adquiri o domínio e desde então passei a publicar meus textos com o selo UBQ de qualidade.

Aliás, o termo UBQ foi cunhado pelo meu amigo Michel Vieira que também contribui com alguns textos.

Foi no ano de 2014 que eu passei a encarar o blog de modo mais profissional. Curioso para quem abandonou o conceito de página profissional, não é mesmo?

Desde aquela época, tratei de dar identidade visual e ter uma preocupação com a editoria de conteúdo. Funcionou…

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Por conta disso, o site passou a ter um média de 1000 acessos mensais e já está próximo de chegar aos 70 mil acessos.

E eu tenho muito orgulho disso…

O canal de vídeos

Eu estava satisfeito com o blog e suas publicações. Consegui atingir um objetivo bacana que foi colocar vários autores para as publicações, tornando um blog de opinião, mas não só com a minha opinião. Entre algumas conquistas, acho que a mais legal é a de um texto (o que falou sobre os rolezinhos) ter se tornado referência bibliográfica para tema de redação. Até hoje, é o texto com mais acessos únicos (o que aliás, explica o pico de 3000 acessos em Fevereiro de 2014.

Ao mesmo eu já era consumidor do conteúdo publicado pelo YouTube. Confesso que desde 2016 eu ainda vejo televisão, mas eu também sou audiência fixa de vários canais do YouTube. E apesar do que muitos pensam, o YouTube não é feito somente por YouTubers que produzem conteúdo para o público adolescente, ou então vídeos sobre bizarrices como: faca quente, refeições gigantes, desafios idiotas, e outras palhaçadas.

Tem gente que produz conteúdo de qualidade sobre temas do meu interesse: fotografia, tecnologia, produção audiovisual, card games, board games, informática geral, culinária (é… eu gosto sim!)… Enfim, com o tempo eu pensei que eu poderia também produzir conteúdo complementar em vídeo para o blog. Assim, criei coragem e fiz um vídeo bem amador. Estava lançado o canal de vídeos do Um Blog Qualquer.

O primeiro vídeo que publiquei

Eu já tinha um canal de vídeos. Na verdade, eu tinha 4 vídeos publicados, mas eram vídeos que captei do site da Secretaria de Estado da Educação sobre o uso da plataforma Secretaria Escolar Digital. Eu queria ajudar aos outros funcionários públicos e obviamente, os vídeos sequer eram monetizados. Por conta destes vídeos, o canal já contava com 84 inscritos.

O primeiro vídeo (e os seguintes também, confesso…) ficaram bem aquém da qualidade que eu gostaria. Tecnicamente, ficaram ruins mesmo… Mas serviu para eu aprender o processo básico.

Durante o processo, eu resolvi que faria um canal bem feito. Fiz investimentos em infraestrutura: câmera (ainda longe da ideal, mas melhor que um webcam), microfone de lapela, gravador de áudio, programas para edição de vídeos, suporte para iluminação.

No meio do caminho, criei para mim um desafio: abri um segundo canal do zero. Fiz isso para garantir que os inscritos no canal viriam pelo conteúdo que produzo agora. E não por vídeos sobre o SED que publiquei anteriormente.

E acho que a coisa melhorou… bom… é só comparar o primeiro com o último vídeo que publiquei…

As coisas melhoraram um pouco…

Também fiz novas melhorias com a aquisição de um novo microfone (desta vez um condensador tipo shotgun) e também uma interface profissional de áudio. Ah, sim… eu também fui estudar sobre o assunto. Comecei a acompanhar o trabalho de quem entende do assunto (Brainstorm, Audiovisuando, Gambiacine, Michael Oliveira, Héber Simioni, entre outros…)

Até o momento, 10 inscritos… mas eu sei que nenhum canal começou com milhares de seguidores (talvez o do Celso Portiolli e o da Gretchen, mas são celebridades…). Então sei que terei um longo caminho. Com o blog foi assim, sei que com o canal não será diferente. Mas preciso criar regularidade nas publicações.

Nos vídeos eu estou focando em meus hobbies (Magic e games), vlogs e também pretendo fazer alguns vídeos de opinião. Mas eu não encontrei o formato adequado ainda… Eu até pensei que havia conseguindo uma parceria para publicar vídeos sobre o Magic: The Gathering. Eu agradeço realmente pela oportunidade, mas percebi que a loja na verdade não fez uma parceria… fez apenas um favor para um de seus clientes. Tanto é que para a nova coleção (Amonkhet) eu farei apenas 4 vídeos, todos com materiais adquiridos com recursos próprios. Espero em breve encontrar alguma loja que esteja disposta a fazer uma parceria REAL com divulgação e promoção de seus produtos e serviços.

O Podcast

Apesar da baixa qualidade técnica o vídeo inicial causou alguma reação. Eu não esperava que houvesse retorno. Mas existiu… E a melhor delas foi o retorno do meu amigo Carlos Aros a um projeto antigo que tínhamos: um podcast.

Assim, ao mesmo tempo em que comecei a produzir os vídeos, eu também iniciei a produção daquele que viria a ser o Podástico

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O Podástico é um filho de três pais: Carlos Aros, Miguel Forlin e eu. Basicamente fazemos um encontro semanal virtual onde conversamos sobre um ou mais temas que fazer parte dos nossos interesses. Gravamos a conversa e eu faço a edição do áudio.

Acredito que temos obtido um bom começo. O fato de o Carlos ser jornalista da Rádio Jovem Pan e ter um público fiel de seguidores ajudou bastante na divulgação, bem é verdade… mas é legal saber que nosso conteúdo, nossas ideias estão encontro um público interessado. Já temos 11 programas no ar e em um deles tivemos até uma convidada. A Paula Carvalho do Podcast “Direto do Sofá”.

Acho que das três iniciativas, o podcast é o que tem dado melhor retorno inicial até o momento.

Conjunto da obra… Um site completo?

Um blog produzindo textos… um canal de vídeos… um podcast… Tudo isso abrigado sobre a marca do UBQ… Ok, o Podástico tem vida própria, mas ele tem um espaço só dele no site do UBQ e eu sou um dos criadores do pod… então posso agregá-lo ao conjunto da obra. Apesar de que eu gostaria de fazer também um podcast solo. Talvez sobre um único tema e com uma duração bem menor… mas isso é um projeto para o futuro.

Olhando para todo o conjunto, concluo que finalmente voltei a ter um site. Porque ele não é só um blog… ele congrega um canal de vídeos… congrega um podcast e obviamente congrega os textos do blog.

E o que eu quero com este site?

Bom… Seria hipocrisia da minha parte não dizer que gostaria de público e audiência. É algo legal. Gostaria sim de me tornar um formador de opinião, gostaria sim de ter mais inscritos no canal. Gostaria de fazer alguma monetização ou receber doações para investir no canal. Ter alguma autonomia para poder escolher meu futuro, pois depender única e exclusivamente do meu trabalho enquanto servidor público é pura ilusão.

Eu disse e mantenho… não quero ficar rico. Não quero tornar o trabalho do site como meu trabalho principal, mas não gostaria que fosse algo pro-bono.

E não seria justo continuar o trabalho sem admitir isto para a audiência que já tenho. Então, vou sair em busca de patrocínio, vou em busca de parcerias reais e vou tentar tornar o UBQ algo com conteúdo e qualidade.

E – principalmente – sustentável.

Meu nome é Ricardo Marques e sou o criador e editor do site UBQ – Um Blog Qualquer. Produzo textos, vídeos e podcasts… conteúdo para mídias digitais. Estou em busca de parcerias, contribuições e patrocínios para produzir um conteúdo com ainda mais qualidade.

Sempre respeitando o direito de opinar, concordar, discordar… livremente.

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