22 de fevereiro de 2019

Quatro gotas de adoçante

Desde a faculdade eu como coxinha com Fanta no café-da-manhã. Pois é… Sem querer parecer indelicado, estamos em pleno estado de direito. E – no gozo de minhas prerrogativas de cidadão livre – entupo minhas coronárias com o que eu quiser. Grato.

Descobri uma padaria perto de casa que tem coxinha feita na hora. Juro. Aquelas coxinhas que ficam dentro daquele trapézio de vidro, quente por dentro são, digamos, fresquinhas. Na maioria das padarias só o pão-de-queijo não é dormido. Nestas… quando se pede coxinha, eles a levam para o micro-ondas antes de servir, transformando uma ‘coxinha-de-ontem’ numa ‘comida-do-satanás’.

E nestas horas… só mandando bala na maionese e na pimenta para aquilo poder descer - além da Fanta - arrematando-se o repasto com água com gás num copo com bem muito gelo e um sonho-de-valsa.

Viver é bom... Mas voltemos à padaria perto de casa.

É que lá, além da coxinha de frango com catupiry (deve haver um estudo para entender a mente de quem come coxinha de frango sem catupiry) tem também bolovo fresquinho. Um bolovo tem o aspecto parecido com o da coxinha, sendo porém arredondado e não em forma de gota como sua colega.

Dentro da casca de fritura há, como se supõe, um ovo cozido no qual é salpicada uma pequena porção de carne moída. De comer rezando. Já eu como pedindo perdão, porque qualquer dia desses Deus perde a paciência comigo.

De tal sorte que esta padoca só não é perfeita por duas coisas: primeiro porque ainda não tem pizza fresquinha de manhã. Segundo, porque tem uma clientela muito estranha, que não respeita o cardápio do estabelecimento.

E isto causa certos constrangimentos…

Dia desses eu cheguei para tomar café. Só tinha esfirra e os infalíveis pães-de-queijo. Paciência. Pedi esfirra.

"E para beber, Parmêra?" (os simpáticos balconistas dispõem de um talento inato de sempre acertarem o time dos clientes. É impressionante.) "Fanta Uva". Ele fez uma cara estranha e me deu a esfirra.

Nisso, chegou um do meu lado. Pediu um chocolate quente - tava um calor da bexiga. A partir daí a humanidade baixou por lá. E tome pedidos off-label, sempre berrados pelo balconista ao chapeiro ou ao tirador de café:

“Pão na chapa sem apertar!”

“Canoa com requeijão!”

O que diabos é um pão-canoa?

“Americano sem alface!”

Americano tem alface?

“Café com espuma de leite, mas só um pouquinho de espuma!”

Se vier com muita não é só tirar com a colherinha?

“Minas quente com orégano!”

Borracha com orégano…

“Vitamina mista com paçoca-rolha!”

Essa me apeteceu…

“Churrasco com vinagrete no francês!”

Opa! Um dos meus… Fui olhar e era um sujeito magrelo, vestido de ciclista, até de capacete. Odiar um estranho a esta hora do dia é ruim. Mas pode acontecer.

É claro que isso acontece não só nesta, mas em qualquer padaria, em qualquer lugar e época. Tem até um samba do Noel Rosa onde um sujeito se dirige ao garçom despejando pedidos, "faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada, um pão bem quente com manteiga à beça, um guardanapo e um copo d´água bem gelada, feche a porta da direita com muito cuidado, que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol, vá perguntar ao seu freguês do lado qual foi o resultado do futebol". Eu ainda tenho pena do garçom quando ouço.

O fato é que minha esfirra já passava da metade e a pimenta, por conta da falta da bebida,  já ia tomando proporções mexicanas. Tive que admoestar o gente-fina do balcão:

- Meu rei, ...

Ele nem deixou que eu terminasse.

- Vixe, sua bebida! Desculpa, fera, mas é o quê mesmo?

Achei que se eu complicasse, iria sair mais rápido…

- Abacaxi com hortelã, batido com pouco gelo e quatro gotas de adoçante.

Ok… não é bem meu estilo de suco mas só queria que saísse depressa. O balconista berrou o pedido fazendo questão de repetir "com quatro gotas de adoçante para ele aqui", e me apontava como se convocasse um julgamento público para o gorducho que pedia suco com adoçante.

O suco estava bom. E, confirmando meu palpite, veio bem rapidinho.

19 de fevereiro de 2019

Anthem… Bora Jogar?

Fala rapaziada do UBQ… Beleza pura? Seguinte… aproveitando que rolou um beta aberto de Anthem, resolvi escrever desse bichinho, um dia após ter testado o brinquedo que a EA disponibilizou para os meros mortais. Então… Bora jogar?

Vamos lá! Seguinte… alguns dias atrás aconteceu o ‘Open Beta’ depois de um ‘Closed Beta’ que só quem tinha convite entrava. Pois bem, eu recebi um convite, baixei os 40 GB’s do jogo… e você acha que eu consegui jogar?

Claro que não! Não é mesmo, EA? Não é mesmo, BioWare? Mano… estão de brincadeira comigo… Bom… frustração passada vem o open beta e aí sim, dá-lhe baixar os benditos 40 GB de novo mas para desta vez poder testar de fato o brinquedo.

[ A história ]

Bom a história de Anthem fala de Deuses antigos, uma força chamada “Hino da criação” uma porrada de coisa que mudou por causa disso, monstros, um planeta em eterna mutação e a humanidade no meio disso tudo aí, tendo que dar um jeito de se defender.

E como eles fizeram: criaram armaduras que são capazes de feitos sobre-humanos as famosas Javelins (traduziram para ‘Lança’ na versão PT-BR e, apesar da ‘Javelin’ ser um tipo de lança eu achei sem nexo a tradução então manterei o nome original, ok?).

As Javelins estão divididas em 4: ‘Patrulheiro’, ‘Colosso’, ‘Tempestade’ e ‘Interceptador’. Vou comentar um pouco sobre cada uma delas…

  • Patrulheiro – É a Armadura mais equilibrada entre poder de fogo, velocidade, resistência, tempo de vôo e o escambáu. Nem preciso dizer que de longe é minha predileta, pois se adapta a diversos tipos de situações.
  • Colosso – Armadura do tank. Aguenta mais porrada, utiliza armas mais pesadas, porém sua velocidade e tempo de voo são reduzidas.
  • Tempestade – É a armadura “mística” do jogo, com ela você tem maiores poderes sobre os elementos garantindo dano, porém, principalmente, “de buffs” nos inimigos. É a que pode ficar mais tempo voando (quer jogar de suporte, vai nessa).
  • Interceptador – Esta armadura é a que te permite maior agilidade durante as batalhes e manobras. Ela é rápida, porém foi feita para combates mais corpo-a-corpo. Por ser ligeira – do tipo ‘bater-e-sair’ não deve se rum problema se você tiver as manhas dos controles. Aguenta menos porrada que as demais e eu particularmente não gostei nada de jogar com ela.

Além de suas características, cada armadura tem customizações de armas (duas cada), granadas, canhãozinho, especial, itens que melhoram sua performance, além da boa e velha customização visual.

Tirando a customização visual – que é igual para todas – os demais itens podem variar de acordo com a classe/Javelin que você utiliza.

[ A jogabilidade ]

Sobre o gameplay, fora da armadura, o jogo é em primeira pessoa e você – pelo menos no beta – só pode andar e conversar com pessoas (no Beta, isso é bem restrito a pessoas envolvidas nas missões, as demais se você tentar diz que o diálogo só estará disponível no jogo Full). É bem chato pra falar a verdade, meio Desmond fora do Animus de Assassin’s Creed.

Quando você vai para uma missão e entra na Javelin aí a história muda… o jogo passa a ser em terceira pessoa e você pode voar com a armadura (por um período apenas, porque depois o motor superaquece e você tem que pousar).

Essa possibilidade de vôo é o que deixou Anthem bem legal mas – baseado no Beta – é só isso. Putz! Que treta controlar o vôo com o mouse! Depois que você está no chão, o jogo é um shooter bem do normalzinho já que a história não está bem estruturada ainda e – sinceramente – tanto EA e BioWare apenas mostram o jogo durante o vôo de armadura, cenário lindo, tudo muito legal e só.

Os Inimigos até que mostram um nível legal de dificuldade. Mas foram muito repetitivos… algo como ‘mais do mesmo’.

Tirando isso, ‘Vanquish’ era bem mais legal como shooter, tinha armadura, poderes, algumas customizações e entregava uma experiência interessante (na época comparavam ‘Vanquish’ à ‘Gear of War’).

E o Anthem fez o que?

Downgrade de gráficos comparado com o que eles apresentaram na E3 e mais e mais polêmicas envolvendo nossa queridinha amiga EA.

O fato é que estão comparando muito ele com ‘Destiny’ pela pegada de multiplayer, mas para mim, ‘Destiny’ entrega uma história muito mais elaborada, muito melhor amarrada com gráficos bem mais bonitos.

[ Opinião ]

Bom, desculpem não falar muito bem do game mas – de verdade – ele é um shooter padrão que dá para voar.

E só…

Para um jogo que está com previsão de lançamento em 22 de fevereiro, o beta deveria estar bem melhor e com menos bugs.

Resident Evil 2 Remake a essa altura entregou um “One Shoot demo” muito mais jogável, bonito e honrando o original do que Anthem.

Chance de eu comprar? Quase zero… vou esperar meu brother jogar e me convencer de que vale a pena ai, quando rolar promoção, talvez eu pegue. Até lá, fica a ressalva de que não recomendo o jogo.

Um abraço!

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