19 de fevereiro de 2019

Anthem… Bora Jogar?

Fala rapaziada do UBQ… Beleza pura? Seguinte… aproveitando que rolou um beta aberto de Anthem, resolvi escrever desse bichinho, um dia após ter testado o brinquedo que a EA disponibilizou para os meros mortais. Então… Bora jogar?

Vamos lá! Seguinte… alguns dias atrás aconteceu o ‘Open Beta’ depois de um ‘Closed Beta’ que só quem tinha convite entrava. Pois bem, eu recebi um convite, baixei os 40 GB’s do jogo… e você acha que eu consegui jogar?

Claro que não! Não é mesmo, EA? Não é mesmo, BioWare? Mano… estão de brincadeira comigo… Bom… frustração passada vem o open beta e aí sim, dá-lhe baixar os benditos 40 GB de novo mas para desta vez poder testar de fato o brinquedo.

[ A história ]

Bom a história de Anthem fala de Deuses antigos, uma força chamada “Hino da criação” uma porrada de coisa que mudou por causa disso, monstros, um planeta em eterna mutação e a humanidade no meio disso tudo aí, tendo que dar um jeito de se defender.

E como eles fizeram: criaram armaduras que são capazes de feitos sobre-humanos as famosas Javelins (traduziram para ‘Lança’ na versão PT-BR e, apesar da ‘Javelin’ ser um tipo de lança eu achei sem nexo a tradução então manterei o nome original, ok?).

As Javelins estão divididas em 4: ‘Patrulheiro’, ‘Colosso’, ‘Tempestade’ e ‘Interceptador’. Vou comentar um pouco sobre cada uma delas…

  • Patrulheiro – É a Armadura mais equilibrada entre poder de fogo, velocidade, resistência, tempo de vôo e o escambáu. Nem preciso dizer que de longe é minha predileta, pois se adapta a diversos tipos de situações.
  • Colosso – Armadura do tank. Aguenta mais porrada, utiliza armas mais pesadas, porém sua velocidade e tempo de voo são reduzidas.
  • Tempestade – É a armadura “mística” do jogo, com ela você tem maiores poderes sobre os elementos garantindo dano, porém, principalmente, “de buffs” nos inimigos. É a que pode ficar mais tempo voando (quer jogar de suporte, vai nessa).
  • Interceptador – Esta armadura é a que te permite maior agilidade durante as batalhes e manobras. Ela é rápida, porém foi feita para combates mais corpo-a-corpo. Por ser ligeira – do tipo ‘bater-e-sair’ não deve se rum problema se você tiver as manhas dos controles. Aguenta menos porrada que as demais e eu particularmente não gostei nada de jogar com ela.

Além de suas características, cada armadura tem customizações de armas (duas cada), granadas, canhãozinho, especial, itens que melhoram sua performance, além da boa e velha customização visual.

Tirando a customização visual – que é igual para todas – os demais itens podem variar de acordo com a classe/Javelin que você utiliza.

[ A jogabilidade ]

Sobre o gameplay, fora da armadura, o jogo é em primeira pessoa e você – pelo menos no beta – só pode andar e conversar com pessoas (no Beta, isso é bem restrito a pessoas envolvidas nas missões, as demais se você tentar diz que o diálogo só estará disponível no jogo Full). É bem chato pra falar a verdade, meio Desmond fora do Animus de Assassin’s Creed.

Quando você vai para uma missão e entra na Javelin aí a história muda… o jogo passa a ser em terceira pessoa e você pode voar com a armadura (por um período apenas, porque depois o motor superaquece e você tem que pousar).

Essa possibilidade de vôo é o que deixou Anthem bem legal mas – baseado no Beta – é só isso. Putz! Que treta controlar o vôo com o mouse! Depois que você está no chão, o jogo é um shooter bem do normalzinho já que a história não está bem estruturada ainda e – sinceramente – tanto EA e BioWare apenas mostram o jogo durante o vôo de armadura, cenário lindo, tudo muito legal e só.

Os Inimigos até que mostram um nível legal de dificuldade. Mas foram muito repetitivos… algo como ‘mais do mesmo’.

Tirando isso, ‘Vanquish’ era bem mais legal como shooter, tinha armadura, poderes, algumas customizações e entregava uma experiência interessante (na época comparavam ‘Vanquish’ à ‘Gear of War’).

E o Anthem fez o que?

Downgrade de gráficos comparado com o que eles apresentaram na E3 e mais e mais polêmicas envolvendo nossa queridinha amiga EA.

O fato é que estão comparando muito ele com ‘Destiny’ pela pegada de multiplayer, mas para mim, ‘Destiny’ entrega uma história muito mais elaborada, muito melhor amarrada com gráficos bem mais bonitos.

[ Opinião ]

Bom, desculpem não falar muito bem do game mas – de verdade – ele é um shooter padrão que dá para voar.

E só…

Para um jogo que está com previsão de lançamento em 22 de fevereiro, o beta deveria estar bem melhor e com menos bugs.

Resident Evil 2 Remake a essa altura entregou um “One Shoot demo” muito mais jogável, bonito e honrando o original do que Anthem.

Chance de eu comprar? Quase zero… vou esperar meu brother jogar e me convencer de que vale a pena ai, quando rolar promoção, talvez eu pegue. Até lá, fica a ressalva de que não recomendo o jogo.

Um abraço!

12 de fevereiro de 2019

A morte de Ricardo Boechat

Talvez seja melhor começar o texto da forma como ele mesmo provavelmente faria… com a informação objetiva e direta. Sendo assim, a informação é essa: um helicóptero sofreu uma pane e caiu na região da Rodovia Anhanguera, na altura do km 7 do Rodoanel. Na queda, a aeronave se chocou com um caminhão na pista. Com a explosão, os dois tripulantes morreram. Entre as vítimas, o jornalista Ricardo Boechat.

Precisei de algum tempo para processar a informação… e a explicação é simples. Boechat é uma das minhas grandes referências, seja no jornalismo, seja nos princípios éticos (mesmo considerando o episódio do grampo telefônico em 2001, que resultou em sua demissão da Rede Globo… ele falou sobre isso em uma entrevista para o UOLleia aqui uma versão atualizada da mesma entrevista), seja na vida em geral.

E digo isso (a vida em geral) por uma razão… assim como eu, Boechat também foi acometido pela depressão. E ele enfrentou a doença com dignidade, de frente e falou abertamente sobre o assunto. Durante meus surtos depressivos, e em busca de informações sobre como enfrentar a doença, eu me deparei com seu relato e com a transparência como ele tratou o assunto. Mas o texto não é para falar de mim, e sim do meu xará.

[ A trajetória de Ricardo Boechat ]

Ricardo Eugênio Boechat é natural de Buenos Aires, nascido em 13/07/1952. Filho de diplomata, ele não chegou a concluir o 2º Grau (atual Ensino Médio) e sua formação jornalística é essencialmente prática.

Iniciou sua vida profissional aos 16 anos vendendo livros e material para escritório. Pouco depois, recebeu uma oportunidade para trabalhar na redação do extinto jornal Diário de Notícias.

Apesar da formação prática, esta não impediu Boechat de conquistar credibilidade e seu lugar de destaque no jornalismo. Com o tempo, assumiu a coluna de Ibrahim Sued no jornal ‘O Globo’ e tornou-se um dos mais respeitados jornalistas no Brasil.

Também passou pelas redações do ‘Jornal do Brasil’, ‘O Estado de São Paulo’ e também da revista ‘Istoé’.

Em 2001, após uma polêmica em torno de um escândalo no setor de telefonia, Boechat foi desligado das organizações Globo.

A saída conturbada da Globo fez com que Boechat tivesse que se reinventar. Posteriormente, foi contratado pelo grupo Bandeirantes para atuar no jornalismo do veículo. Em 2005, iniciou sua vida como radialista, na BandNews do Rio de Janeiro. Pouco depois, assumiu a apresentação do Jornal da Band.

Também era palestrante e ministrava cursos livres de jornalismo. Curso este aliás, que eu tive a honra de participar.

Sempre enérgico e contundente em suas opiniões, seus colegas próximos eram unânimes em afirmar que Boechat era um exemplo de doçura como pessoa. Generoso em suas relações pessoais, e nas palavras do jornalista William Bonner, Boechat foi um colecionador de amigos por onde passou.

E também um colecionador de prêmios… foi reconhecido com o prêmio Esso de jornalismo em três oportunidades: 1989, 1992 e 2001. Também foi reconhecido pelo ‘Portal Comunique-se’, sendo premiado nas edições de 2006, 2007, 2008, 2010, 2012, 2013, 2014 e 2017. Ainda foi considerado pelo ‘Portal dos Jornalistas’ como o jornalista mais admirado do país em 2014 e 2015. E ainda foi agraciado com o Troféu Imprensa como melhor apresentador de telejornal no ano de 2016.

[ A repercussão ]

Por ocasião da notícia de sua morte, os veículos de comunicação foram unânimes em apontar Ricardo Boechat como um dos maiores expoentes do jornalismo brasileiro. Uma referência que deixa uma lacuna insubstituível. Entre homenagens e honrarias, o bonito gesto da BandNews em aposentar sua cadeira no jornal. Ainda vimos uma salva interminável de palmas pelas redações de jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão.

E vimos vários jornalistas de emissoras concorrentes noticiando o triste fato com a voz embargada…

Ricardo Boechat era casado com Veruska Seibel Boechat e deixou 6 filhos, sendo 2 deles oriundos do relacionamento com Veruska. ou ‘Doce Veruska’, como ele mesmo insistia em dizer. Uma relação linda, que ele mesmo fazia questão de demonstrar…

E como não se divertir com o seu amor pelo seu carro favorito? O Renault Twingo 2001 era o seu amor automotivo. O carro surgiu em sua vida quando ele veio para São Paulo. O primeiro, um modelo prata fabricado em 2001. O carro sofreu um acidente em 2014 e foi doado por Boechat a um artista plástico que fez várias peças de arte com as sobras do carro.

Mas é claro que Boechat não ficou muito tempo sem sua paixão. Pouco depois, um novo Twingo. Desta vez, um modelo azul. Também 2001.

 

Sua simplicidade e talento fez com que eu me tornasse fã do seu trabalho e também da pessoa. Sempre me divertia com suas diabruras em frente ao microfone (como não se lembrar da briga com o Pastor Malafaia???). Ou suas brincadeiras em relação a sua falta de traquejo com a tecnologia?

Imagina esse homem fazendo Podcast? Seria fenomenal…

O UBQ está em luto… perdemos – ou melhor – eu, como editor deste blog perdi uma das minhas maiores referências jornalísticas. E da mesma forma que a BandNews, precisarei de um tempo por aqui…

Vá em paz e obrigado pelos seus ensinamentos, xará…




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