8 de maio de 2018

Noel Gallagher’s High Flying Birds - "Who Built the Moon?" (Disco da Semana #24)

Buenas povo,

O disco de hoje é o mais novo lançamento de um dos meus guitar heroes, a cabeça pensante por trás do Oasis, Noel Gallagher.

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Que choque! O último disco solo do Gallagher mais talentoso é simplesmente bizarro. Um arroubo psicodélico, tipicamente baseado nos anos 70 e diametralmente oposto aos seus trabalhos anteriores, solo ou com o Oasis.

A vibe Beatles ainda está por lá, para quem quiser ver, mas não da parte mais roqueira, mas baseada nas viagens mais lisérgicas. Imagino que "Tomorrow Never Knows" foi o norte desse álbum, a faixa mais psicodélica da banda de Liverpool foi base para as experimentações que originaram esse disco novo. Pelo visto, ouviram muito "Tame Impala" e os novos psicodélicos.

Noel Gallagher se perde nessa nova empreitada, tudo bem que há um crédito absurdo por toda a sua obra, mas que disco frouxo! Bem produzido, sonoramente bem feito, mas não funciona, não há coesão. Parece um catado de canções não acabadas que ele resolveu lançar como álbum. Talvez essa fórmula "psicodélica" funcione para outras bandas, como o "Primas Scream", por exemplo, mas para Noel Gallagher, passou longe.

Existem guitarras no álbum? Claro que sim, ele é um dos últimos guitarheroes. Existem músicas mais roqueiras? Certamente. Tem até aquela clássica faixa de voz/violão (que a gente adora e ele faz maravilhosamente bem), mas desculpem-me os que gostaram, achei o disco fraco, sem inspiração e que está longe de tudo o que ele já produzira.

É um disco solar, bem feito e bem executado, mas tá longe de ser Noel Gallagher.

Em uma única palavra: decepcionante.

Quer ouvir? Clique aqui.

Logo menos tem mais.

2 de maio de 2018

Valentin - "Em Frente" (Disco da Semana #23)

Buenas!
Ah! O folk. Voz, violões, melodias cantaroláveis, minimalistas e letras reflexivas. Como isso tem feito a minha cabeça ultimamente. Me afasta do mundo real depois de um dia extenuante. É sobre uma dessas pérolas que falaremos hoje.
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Eis aqui um legítimo representante dessa vertente sonora, mais um bardo gaúcho levando adiante a tradição de Neil Young, Dylan e afins.
Gravado majoritariamente com voz e violões (há mesmo a necessidade de mais que isso?), usando o silêncio como elemento sonoro (as pausas dramáticas vem e vão) e algumas guitarrinhas aqui, umas percussões e escaletas acolá, fez um disco iluminado que me ganha a cada audição.
Produzido de maneira cristalina, não há arestas, é simples e extremamente bem feito. Organicamente bem feito. Nunca a expressão "menos é mais" fez tanto sentido. E ainda tem mais valor por conseguir resgatar em música assobiável , uma letra linda do inaudível "Dance of Days" (fez de "Caulfield" uma bela balada).
Esse trabalho é o projeto paralelo de Érico Junqueira, guitarrista da "Doyoulike?", que se livra dos efeitos e dos pudores e dá a sua cara a tapa. Mostra a sua visão do mundo, de amores, desamores e arrependimentos de maneira mais sincera possível. Despido de pudores e escancarando a sua intimidade, faz a trilha sonora  da sua vida, mas poderia ser de qualquer um de nós, pois todos passamos pelos prós e contras da vida adulta.
O mais engraçado é que esta ode a vida adulta me foi apresentada por um dos meus alunos no auge de sua adolescência (Valeu, Yasser!).
Desde já , um novo membro em minha discoteca básica. Mais do que recomendado, obrigatório e essencial.
Conheça Valentin clicando aqui.
Para ouvir, clique aqui.
Logo menos, tem mais!
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