31 de dezembro de 2013

Vem aí 2014

Este é o meu último texto para o blog em 2013. Depois de tantas mudanças por aqui, este é o momento para avaliar o que 2013 trouxe de bom e de ruim… Já aviso que se trata de um post pessoal… que fala da vida do Ricardo… caso não tenha paciência para ler isso… pule uma etapa e aguarde por outros textos que virão no ano que vem.

Dito isso…

Eu já refleti sobre muitos aspectos da minha vida. Já falei dos meus fracassos, minhas conquistas, minhas aflições e medos, picuinhas… Eu sei que as vezes falo (escrevo) pelos cotovelos. É um aspecto que eu gostaria de corrigir em mim.

Fato é que no final do ano passado, escrevi sobre como seria (ou pensava que seria) o ano de 2013. Naquela ocasião, escrevi:

“(…) para 2013 não farei nenhuma loucura. Não planejo nenhuma grande virada… nada em especial. Vou me concentrar apenas no essencial. Aquilo que tenho que fazer  para conduzir a vida.”

Ricardo Marques in Vem aí o ano de 2013

Falar o essencial… fazer o essencial. É para isto que estou aqui. Preciso me preocupar em fazer o essencial para minha vida. Preocupar-me com aquilo que faz parte da minha vida. Todo o resto pode esperar.

Bom, no texto da virada de 2012 eu listei algumas coisas que planejara. Nem tudo aconteceu. Vejamos então:

Vida Profissional

Em 2013 fiquei em uma única escola e meu objetivo era organizar o trabalho da secretaria. Nem tudo saiu como planejei e para ajudar no final do ano ocorreu uma grande reformulação na equipe de gestão (mudou tudo: diretor, vice, coordenadores).

Quero colocar ordem na casa. Ajustar prontuários, treinar funcionários, tornar a secretaria da minha escola algo mais próximo do que penso que uma secretaria deve ser. Isso vai dar um trabalhão. Mas sou teimoso…

Vida Pessoal

Estou vivendo o segundo ano do meu casamento. Tem sido muito bom. Acho que, como em todo casamento, temos dias bons e ruins. Muitas vezes concordamos, em outras discordamos e em algumas brigamos mesmo. Mas sei que fiz a escolha certa. A Ana Paula é sim a mulher que será para a vida toda.

Quanto aos filhos… ainda estamos tentando. Filho, filha, gêmeos… sei lá! O que vier, será bem-vindo. Por enquanto vamos nos dedicando aos nossos filhotes peludos (Meg, Mike, Nina e Tobias).

Quero ser pai… acho que estou precisando ser o responsável direto por outra vida humana. Isto está me fazendo falta.

Vida Acadêmica

Essa doeu… E doeu por um motivo meio complicado de explicar. Eu estava sendo um verdadeiro tratante para com meu curso de Ciências Biológicas. Não fui em todas as aulas que deveria com a desculpa de ter que trabalhar ou que então já estava tarde para chegar na USP. Aí, surgiu uma possibilidade relacionada ao meu trabalho. Em síntese, tive que fazer uma escolha entre conciliar o trabalho com uma faculdade de outra área (biologia) ou cursar uma faculdade que será oferecida pelo Estado aos servidores do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação. O curso de tecnologia em Gestão Pública.

Fiz a escolha pelo trabalho. Assim, em Dezembro deste ano formalizei minha desistência do curso de Ciências Biológicas da USP e estou aguardando o início deste curso superior de Gestão Pública.

Não quero falar muito sobre isso por enquanto…

Vida Econômica

Quem foi que disse que funcionário público é bem remunerado? As contas vêm e vão. Assim, vou vivendo. Ainda não formei o pé-de-meia que já falei tantas vezes aqui. Pelos menos as contas estão acertadas. Acho que se o planejamento for mantido e não surgir nenhum tropeço ao longo do ano, talvez 2015 seja um ano bom.

E quanto aos meus desejos?

Ano novo sempre é uma boa época para os desejos que queremos realizar. Não sou exceção e tem algumas coisas sim que quero fazer neste ano. Seja material ou espiritual.

  1. Filhos: é… eu já disse isso. Gostaria muito de ser pai
  2. Saúde: leia-se EMAGRECER. Consegui perder 15 kg entre outubro e novembro… vou fazer isto novamente. Minha pressão e articulações agradecerão imensamente
  3. Religião: sou um tratante… isso sim; um católico/espírita de araque. Eu quero (e vou) encontrar tempo para ler e me dedicar em minhas orações.
  4. Carro: agora com as contas da construção da casa quase pagas, acho que já posso pensar em trocar o carro
  5. Xbox One: hmmm… uaba, uaba, uaba, uaba… ok… custa uma fortuna, mas boa parte da minha diversão vem dos filmes e jogos. Por que não fazer isso com algum estilo?
  6. O Blog: essa bimboca tem que ficar legal para 2014. Vou dedicar parte do meu tempo a isso

Deve ter mais algum desejo escondido por aí… mas a esta hora da madrugada (sim… insônia… em plena véspera de ano novo) não consigo me lembrar.

Os anos vão se passando, e como sempre nós queremos a cada ano, uma renovação. Ou a conclusão de um ciclo na vida.

Agora vou terminar o texto…

Olha só que bacana: a medida que envelhecemos, as coisas mudam. Muitas vezes mudam para melhor. Na virada de 2009 para 2010, escrevi logo no princípio do texto:

“Em mais alguns minutos desligarei o computador, tomarei um banho e irei até a casa da minha noiva passar a virada do ano por lá. Comerei lentilha, brindarei com espumante e torcerei por mais um ano em minha vida.”

Ricardo Marques in Preparativos para o ano novo

Escrevi isto há quatro anos atrás. Este ano o texto vai ficar um pouco diferente:

Hoje a noite, desligarei o computador, tomarei um banho e estarei em minha casa, com minha esposa e meus filhotes peludos. Passaremos a virada do ano aqui. Comerei lentilha, brindarei com espumante, comerei gelatina colorida feita por mim e esperarei por mais um ano em minha vida. Como em todos os outros anos, será um ano com algumas bençãos (espero que muitas) e algumas provações (espero que apenas as necessárias). E caberá a mim – e somente a mim – tornar 2014 um ano bom.

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Afinal, recebemos as bençãos e as provações em igual medida… cabe a nós decidir qual a porção que cada uma delas ocupará em nossas vidas.

Vamos lá, 2014. Estou esperando por você…

Feliz ano novo.

Agora eu sou pai!

Quem gosta de videogames geralmente escolhe um jogo e o chama de "meu favorito". Muitos gostam de Mario, afinal, quem não gosta de Mario? É um jogo simples, divertido, cheio de pequenas passagens secretas, puzzles, etc. Mario marcou uma grande geração, inclusive um pedaço da minha. Passava horas na frente da TV com o Super Nintendo ligado tentando passar das fases embaixo da água, ou então dos vários castelinhos espalhados pelo mapa. Minha irmã é mais velha e quando não conseguia tentava dar o controle pra ela, quem sabe ela não consegue. Se saía pior que eu. Mario Kart, Mario Kart 64, Mario Bros, Mario Yoshi Island, incontáveis "Marios" para jogar e se divertir. 
Super Mario World - Nintendo 1983


Eu me diverti muito jogando Mario, mas ainda não é a coisa, ainda não é o que eu sinto o calafrio quando começo a jogar, jogo Mario para relaxar, não como uma campanha, uma missão feita para mim: Zerar. Não o Mário.
Passados alguns anos, conheci jogos pelo computador. Frequentava muito uma Lan House chamada Placefun perto da minha casa. R$5,00 por duas horas. Com 14 anos já jogava Counter Strike até que conheci Priston Tale. Esse foi um grande candidato. MMORGP (Massive Multiplayer Online RPG), um jogo de RPG online onde eu crio meu personagem e vou passando de leveis, adquirindo novos itens, mais dinheiro etc. Foi o primeiro jogo e talvez o único jogo que tive que parar por um certo medo. No site tinha uma loja online onde você obtinha crédito pagando com dinheiro de verdade. Promoções que deixam as ofertas de férias do Steam no chinelo. 2kk (2 milhões em ouro), por R$4,00. Poções para aumentar experiência adquirida pelo personagem e conseguir passar dos leveis mais rápido por R$6,00. 80 potes do maior Mana do jogo, R$1,50. Vendia todas as Manas por 7k (7 mil em ouro cada pote) e fazia muito dinheiro, milhões e milhões. Consegui chegar no level 81 mas parei porque vi que estava gastando e já estava perdendo a graça. Gostava mais de comprar novos itens e vende-los do que de ir matar monstros para passar de level. Parei com ele. (A algum tempo voltei e consegui chegar no level 86, mas o jogo está quebrado. Com a facilidade em conseguir dinheiro, houve inflação do ouro. Um daqueles pote de Mana hoje em dia custa em torno de 60k. Ouro não vale mais nada).


Priston Tale - Hazit Games 2009


Comecei a procurar outros jogos. GTA, Tibia, Gran Chase, Ragnarok, mas nenhum deles me prendia igual Priston Tale, até que um dia um amigo meu me emprestou um certo jogo da Valve chamado Half Life. Acho que não preciso explicar o resto. Zerei o primeiro jogo da série em torno de 7 vezes, os outros 3 zerei apenas uma vez e espero pelo 5º da série. 

Half Life - Valve 1998


Até hoje adoro esse jogo mas ainda sim, faltava alguma coisa, algum aspecto do jogo que precisava me chamar, alguma coisa que me prendesse, mas o que ? E qual jogo teria esse aspecto, essa característica ?
Duas semanas atrás fiquei com saudade do Super Nintendo e dos jogos, baixei um emulador e comecei a instalar os joguinhos. Mortal Kombat, Mario, Top Gear, F-Zero e lembrei de um, que nunca consegui zerar, achava difícil controlar o personagem, a atmosfera era assustadora desde o nome da marca no início até o momento do jogo. Claro, na época eu era pequeno, e quando pegava essa fita na locadora não tinha a menor noção do porque da minha escolha. Eu sabia que não entendia nada desse jogo, porque pegá-lo de novo? Mas pegava. No emulador consegui jogar mas lembrei de quando tentava jogar esse jogo, e no primeiro som da trilha sonora, na tela do menu onde estão os jogos salvos, percebi que era o meu jogo, o jogo que eu queria jogar, tinha sede por esse tipo de jogo, não vi a hora, só quero jogar, é esse. O jogo ?

Super Metroid - Nintendo 1994


Tinha que ser a Nintendo. Não sei o que ocorre, a história desse jogo é sensacional, envolve aliens, explosões, tiros, mais aliens, ambientes sombrios, trilha sonora pior ainda, puzzles para se resolver, tudo o que eu gosto vamos dizer.
Não posso dizer muito sobre Super Metroid, ainda não consegui zerá-lo, talvez nem queira, gosto e jogar ele, não quero zerar. Se eu zerar e começar de novo, já saberei o que fazer.
Deixe de lado Crysis 2 com gráficos tão avançados que preciso recrutar a equipe do Projeto Manhattam pra fazê-lo rodar na minha máquina. Chega de zumbis do Call Of Duty, acabou as gangues do GTA. Esqueça Fallout, nunca ouve guerra nuclear (o dono deste blog me multará por dizer isso).
Voltei ao Super Nintendo e que saudade. Agora eu sou pai, adotei esse jogo como meu favorito. Vem ni mim Samus.
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