2 de outubro de 2017

Os 140 caracteres do Twitter

Na semana passada, o Twitter anunciou que começou testes para ampliar o limite de caracteres das mensagens postadas na sua rede social de 140 para 280. Eu até ensaiei escrever um texto sobre o assunto, mas comecei a fazer um breve histórico de redes sociais e o texto acabou mudando o seu trajeto. Mas ficou um texto bacana sobre a o surgimento das redes sociais, que você pode conferir clicando neste link.

Resultado de imagem para Twitter aumenta número de caracteres

Hoje, o assunto é o Twitter… Em seu blog, a empresa anunciou com algum entusiasmo a mudança:

É uma mudança e tanto de paradigma. Não que a empresa já não tenha flexibilizado os tais 140 caracteres outras vezes. Hoje você pode incluir um link ou fazer referência a um usuário da rede sem descontar o seu limite de 140 caracteres.

Mas para um serviço que nasceu com a premissa de transmitir mensagens curtas, dobrar o tamanho das mensagens parece um grande exagero…

Na concepção de seus criadores, o Twitter nasceu para ser uma espécie de SMS da Internet… o limite de 140 caracteres é baseado no limite de 160 caracteres imposto ao SMS dos celulares. Inclusive, eu me lembro que alguns celulares (antes dos Smartphones) Samsung possuíam a função de envio de posts para o Twitter por meio de SMS.

Curioso notar que o Twitter informa que se trata de uma reinvindicação dos usuários da rede. Entretanto, dados da empresa apontam que apenas uma pequena quantidade de tuites ultrapassa os 140 caracteres. E que em idiomas como japonês e coreano, os usuários utilizam apenas 15 letras em média (os caracteres deste idiomas expressam mais ideias, daí o fato de eles serem mais curtos).

Confesso que não sou fã das outras redes sociais. Facebook é um mal necessário e eu gostaria de ser mais engajado no Instagram, mas não consigo tantos assuntos para fotografar. Sendo assim, eu gosto muito da premissa do Twitter. É um grande exercício do poder de síntese. Não é raro eu precisar buscar por opções no vocabulário para deixar a mensagem com menos de 140 caracteres.

Então… o Twitter pelo seu curto espaço, não permite enrolações, floreios ou rodeios. São mensagens concisas e diretas. E isso é legal…

Eu acredito que o Twitter está buscando maneiras de se tornar um produto rentável. A rede vem sofrendo abalos na sua credibilidade pois já tem algum tempo que o número de usuários vem se mantendo estável. A rede não cresce. Para os investidores, talvez as mudanças tragam alguns novos usuários e a rede volte a crescer.

Mas ao fazer isso, a rede começa a se descaracterizar como um microblogging e passa a funcionar como as outras redes.

Seja como for, ainda é uma novidade que ainda está em testes e não está disponível para todos os usuários. O Twitter ainda alega que alguns idiomas não contarão com o aumento.

E qual sua opinião? Você acha que o Twitter deve manter sua “personalidade” ou está se modernizando de acordo com novas demandas dos seus usuários? Compartilhe sua opinião nos comentários!


 

1 de outubro de 2017

Respondendo 15 perguntas sobre Magic: The Gathering

Eu criei este texto por conta da sugestão de um inscrito no canal do blog lá no YouTube. Em sua sugestão, ele comentou sobre um vídeo que vários youtubers especializados em Magic: The Gathering fizeram com a tag “15 perguntas insanas sobre Magic”.

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Basicamente, a ideia era responder a uma série de perguntas sobre o jogo, repassando para outro youtuber. Ao final, você teria uma série de vídeos com as preferências da galera que faz vídeos sobre o jogo.

A ideia é bacana. Mas já passou o momento de repassar. Eu vou aproveitar a tag e fazer um texto (e um vídeo) respondendo às perguntas. É uma maneira de você que acompanha meu trabalho sobre o jogo conhecer um pouco mais do meu lado player.

Ah… outra coisa que eu fiz, foi mudar a ordem das perguntas para uma sequência que eu julguei mais adequada. Mas em essência, são as 15 perguntas originais.

Então… vamos lá!

1. Como você começou a jogar Magic?

O ano foi 1994. Mas começar a jogar mesmo, só em 1995. O Magic ainda estava no início da sua história e eu também estava no início da minha vida acadêmica lá na faculdade de medicina.

Meu primeiro contato foi ao sair de uma aula de anatomia. Saí do departamento e fui para o Bello… a cantina do Instituto de Biologia, parada obrigatória após as aulas. Era um tempo que se vendia cerveja dentro do campus e era um local bem divertido (mas isto é outra história).

Enfim, eu cheguei lá no espaço das mesinhas da cantina e vi uma galera com várias cartas na mesa. Achei que era truco, poker… sei lá… mas não… era Magic. Eu acabei ficando ali por várias horas e em dado momento me arrisquei a jogar com o deck de um amigo. Claro… perdi o jogo.

2. Qual o seu formato preferido?

Temos aqui uma pergunta complicada… Se pensarmos em diversão pura e simplesmente. A resposta é: Commander Mesão.

Eu também gosto do formato limitado na modalidade “Deck Selado”. Aquela história de cada jogador receber seis boosters e montar um deck de 40 cartas a partir destes booster. É o formato base do Pre-Release. O legal disso é que você o fator financeiro da equação. As condições são mais ou menos as mesmas e vai jogar melhor quem montar um deck melhor. E também contar com alguma sorte em tirar boas cartas.

3. Qual seu estilo de jogo favorito?

Eu prefiro a estratégia de controle. Veja bem, todas as estratégias (Aggro, Combo, Controle, Midrange) têm suas vantagens e desvantagens. E também dependendo daquilo que está valendo no T2, pode ser que um ou outro se destaque mais ou menos.

Mas os deck de controle quando bem montados são divertidos.

Mas eu já joguei muito de Aggro também… meu último deck T2 era um Winnie White bem agressivo. Quando encaixava, vencia fácil no turno 5 ou 6.

4. O que você mais curte no Magic?

Definitivamente, o fato de um jogo nunca ser igual ao outro. Você jogar 10 vezes contra um mesmo deck. Serão 10 jogos diferentes. Tudo bem que na maioria das vezes, a estratégia de um deck sempre é a mesma, mas ao embaralhar o deck e comprar sete cartas, você tem que se virar com aquelas 7 cartas… Ou mulligar a 6 e torcer por boas cartas.

Enfim… esta imprevisibilidade é o que mais curto.

5. O que você menos curte no Magic?

Então… o que eu não gosto é dos jogadores extremamente competitivos. Desteto jogar com aquela molecada que senta à mesa para vencer, vencer e vencer. Eu também quero vencer, mas quero principalmente me divertir. Rir com os fatos dos jogos (tipo, fazer uma mágica, tomar um counter, dar uma resposta e aí o oponente ainda ter algo para quebrar sua jogada).

Eu não condeno o formato competitivo. Mas acho ridículo um jogador considerar um Friday Night Magic ou um Pre-Release como uma final de Pro-Tour.

6. Existe algum card que você nunca utilizaria em jogo?

Não dá pra afirmar que sim… eu tenho decks das mais variadas cores e combinações de cores. Não sei se eu teria este ranço com alguma carta específica. Acho que eu não usaria cartas com mais de três cores para conjuração. E aí, vou pegar como exemplo o Progenitus. Mas poderia ser Vitória da Aliança, ou qualquer coisa do tipo.

7. Counter ou Burn?

É… se eu gosto de decks Control, eu prefiro um counter. Mas um counter puro (Counterspell).

O Lightning Bolt também é legal… mas eu o vejo como uma arma de vingança.

Ambos são legais, mais vou ficar com o counter.

8. O que faria se você conseguisse uma Black Lotus?

He he he… tem gente que conhece minha história no Magic, então vai rir desta pergunta. Mas hoje eu diria que se eu tivesse outra Black Lotus em minhas mãos, e considerando o quanto ela vale hoje… não tenho dúvidas… eu venderia. E usaria o dinheiro para fazer algo de bom para minha família.

9. Qual a melhor coleção de todas?

Eu não consigo avaliar tecnicamente qual foi a melhor coleção. Não saberia dizer. Mas para mim, a quarta edição é mais legal. Porque é a edição que eu aprendi de fato a jogar. Joguei com Revised, Fallen Empires, Ice Age (coleções da época), mas pela quarta edição eu tenho um carinho muito especial. Então para mim, ela sempre será a melhor de todas.

10. Jogar na loja, on-line ou na mesa da cozinha?

Na loja é mais legal, porque o ambiente já é próprio. Quem está lá, está lá para jogar. E é uma boa oportunidade para fazer amigos. A mesa da cozinha é bacana também, mas eu vejo a loja como um local a ser visitado. Um programa… um passeio.

A única contra-indicação da loja é quando você encontra os metidos a “pro-players”. Que só querem jogar o jogo, sem ter a experiência da diversão. Ou seja, em casa, você convida seus amigos. Na loja, você tem amigos, mas tem que evitar os babacas.

O Magic On Line (MOL, para os íntimos…) é um bom para você treinar o jogo e quando está sem tempo de ir a loja ou convidar algum amigo. Você perde também um pouco da diversão, pois você só fica com o aspecto “jogo”

11. Contra quem você gostaria de jogar?

Eu não sou o tipo de jogador que fica babando nos jogadores profissionais… “Ah… quero jogar contra o John Finkel”. Não sou assim. Mas eu gostaria de jogar um mesão de Commander com o El Baramallo do canal “Fazendo Nerdice”, juntamente com a Carol do canal Magic Brasil e com o Klotz do canal Uncle K.

No último GP São Paulo (2017), eu pude jogar com o Elba no formato Momir Basic físico. Tem vídeo no canal sobre isso

12. Você já se meteu em encrenca por causa do Magic?

Já… e foi em um Pre-Release.

Foi no evento de Pré Lançamento da coleção Origins. Fui até a loja em um domingo com alguns amigos. Recebemos os kits, montamos os decks e fomos para os jogos.

Na primeira rodada, correu tudo bem, joguei com um conhecido da loja e nos divertimos bastante. Perdi por 2-1.

Na segunda rodada cruzei com um cidadão que – conforme descobri depois pelo pessoal da loja – se julga um player profissional. Ele já viajou para jogar em torneios, participa ostensivamente dos PPTQ’s e GP’s… mas nunca conseguiu resultados expressivos.

Lembra daquela história que eu comentei há pouco sobre ir a loja e evitar os babacas? Então… esse era um babaca completo.

Venci a primeira partida facilmente até. E na segunda partida o jogo ficou um tanto travado. E creio que eu teria vencido também.

O babaca não estava a fim de se divertir e devia estar pensando que estávamos no top 8 do Pro Tour São Paulo de Magic. Como todos que estava ali – e por se tratar de um evento de lançamento das cartas – eu ainda não estava familiarizado com todas as cartas. Então era natural que vez ou outra eu pedisse para ler o texto de alguma carta, por simplesmente, desconhecê-la.

Foi então que o babaca disparou: “Eu acho melhor você jogar um pouco mais rápido, porque eu acho que você está atrasando o jogo”.

Respondi a ele “Eu vou jogar no meu ritmo… eu lamento, mas eu não conheço todas as cartas desta coleção”.

Aí ele falou: “Se você continuar enrolando, vou ser obrigado a chamar o juiz”.

Juiz? Num evento de Pre-Release? Ah… faça-me o favor!

Começamos uma discussão áspera. Bem áspera. Ele ficava com aquelas frases tipicamente babacas como “Toma cuidado que você não sabe com que está falando” e “Se você achou o seu dinheiro no lixo, eu não achei o meu lá”.

Minha vontade era esmurrar aquele palhaço. Ainda tenho vontade para ser sincero…

Eu acabei concedendo o jogo para ele. E ele todo animadinho. Um perfeito idiota.

Como curiosidade, conste que ele arrumou confusão com outros jogadores naquele mesmo pre-release. Então… o problema era ele e não eu. Mas foi a partir daí que eu deixei de participar de torneios simples como FNM e Game Day por conta de babacas como ele.

Ah sim… porque a encrenca? Porque em um torneio sancionado eu provavelmente teria tomado (junto com ele) um DQ.

13. O que te faria desistir do Magic?

Se um dia toda a comunidade se tornar tão babaca quanto àquele cidadão, isso seria razão suficiente para eu desistir. Mas como ele é minoria, creio que isto não vai acontecer tão cedo.

Eu desistiria se o Magic de alguma forma atrapalhasse minha relação familiar com esposa e filha e se os gastos com Magic se tornassem algo além das minhas condições.

14. Se você para uma ilha deserta, que card levaria?

Fácil… Aves do Paraíso de 5ª edição ou anterior.

E sabe o por quê? É que toda vez que eu penso em uma ilha deserta, eu penso na ilustração deste card. Do passarinho sobrevoando a ilha que para mim, parece deserta…

Aves do Paraíso

15. Um card que estará na próxima edição?

Considerando que quando escrevi este texto, acabamos de ter o lançamento de Ixalan (leiam meu texto sobre o assunto), a próxima edição será Rivais de Ixalan. Considerando ainda que na história da edição o Jace está desmemoriado e perdido naquele plano, acho que seria razoável pensar que a Liliana surgiria a procura dele. Então, creio que a Liliana deverá estar na próxima edição.

Então… estas são as quinze perguntas insanas sobre Magic que eu vi por aí em outros canais sobre o jogo e resolvi participar – ainda que sozinho e praticamente um ano depois – da brincadeira.

E você? Como responderia a estas perguntas? Qual seu estilo favorito? Counter ou Burn? Escreva nos comentário ou me mande um e-mail. Conte pra mim quais suas respostas!

Até a próxima!

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